Te amei. Te amei desde o sorriso tímido ao beijo úmido. Do toque descrito em mãos de escrever, até o olhar de analisar. De engolir sem mastigar. Te amei desde o primeiro não, até o amado sim. Te amei, sim. Amei um amor comedido e amaciado. Engolido. Entalado. Desde o amor que tinha a mim, até o que brotava pra ti. Te amei.
Te quis tão bem, que nem me dei conta que era o próprio mal. Somos tóxicas juntas. Mas somos amáveis separadas. Somos os nossos próprios amores perdidos, e o mais engraçado que também somos o achado. Somos isso tudo de nós. Te amei sim. Nos gritos e sussurros. Nos choros e sorrisos. Na esperança do eterno amor. Te amei todos os fias ao amanhecer. Todas as noites ao dormir e dia após dia te dizia: amo você. Não por vício de linguagem. Não por ser bonito dizer. Dizia por amar.
Te amei. Mas hoje, o amor que antes raiz, voltou a ser semente. Brotou. Antes o que invadia portas, janelas, tetos e telas, apenas virou uma inocente semente. Semente que brotou. Que surgiu do nada. Que foi achada. E foi regada com as lágrimas minhas. Com as dores minhas. Com as angústias minhas e de tanto me ser, virou um outro algo parecido com um re-amor. O re-amar. Hoje, escrevo não pra dizer o quanto te amo, apenas pra descrever de forma mínima o quanto te amei.
O amor existe. Sempre existirá. Mas o que era nosso, já virou delas. E sendo delas, não mais dá pra tomar.