Em cada nota doce, amadeirada, pueril, me deparo com um intenso estar teu. Em cada respirar profundo, a taquicardia é mais notada em mim. O suar frio. O entontecer sem motivo. A espontaneidade que minha face quase faz corar ao sentir teu cheiro, é de uma constância infinita. E fechando os olhos, é possível com tal tranquilidade, me transportar para um campo aberto, com um mar de flores caidas ao solo. Flores de jambo. Arroxeadas. Delicadas em sua pura existência. Em formato e tom. Com essas notas adocicadas. Notas que são possíveis sentir em momentos específicos do ano, mas em ti, parece fazer morada. Faz morada e deixa morar. Outros aromas. Outros cheiros. Outros.
Parece que teu cheiro em ti, parece tão só teu, que imaginar o deslocar disto para outro alguém, parece leviano o pensar apenas. Ainda que saibamos que cada qual possui seu cheiro, há cheiros que são tão comuns, que se confundem com um cheiro qualquer. Com o teu não. É como se ele fosse feito milimetricamente para você e você apenas tivesse doado teu corpo para ele fazer morada. Como se ele fosse uma roupa feita a não, e você apenas doasse seu corpo para ele fazer morada. O teu cheiro é dessas definições intermináveis. Dessas redundância só por ser. Das definições poéticas dos aromas do mundo. Teu cheiro é a definição e a falta dela. É.
Parece que teu cheiro em ti, parece tão só teu, que imaginar o deslocar disto para outro alguém, parece leviano o pensar apenas. Ainda que saibamos que cada qual possui seu cheiro, há cheiros que são tão comuns, que se confundem com um cheiro qualquer. Com o teu não. É como se ele fosse feito milimetricamente para você e você apenas tivesse doado teu corpo para ele fazer morada. Como se ele fosse uma roupa feita a não, e você apenas doasse seu corpo para ele fazer morada. O teu cheiro é dessas definições intermináveis. Dessas redundância só por ser. Das definições poéticas dos aromas do mundo. Teu cheiro é a definição e a falta dela. É.