quinta-feira, 29 de maio de 2014

O dia de quase fé

Hoje que já é amanhã, é uma mistura de alívio pela sobrevivência, e dor pela perda. Perder parte de si. Um ciclo fechado. Um ano passado. Um sonho perdido, do ventre tirado. Só. Apenas só. Não era sonho, pesadelo. O aperto do peito ninguém tira. O tempo não passa. O aperto do peito ninguém afasta. Um ciclo fechado de dor e solidão. E pra quem acredita que perder um amor desses de paixão, seja o fim do mundo, nunca perdeu um filho. A dor não passa. Não esquece. Não cura. O tempo não leva lembranças. Não salva do não tido. Não apaga o rancor. E eu, apenas eu, sou culpada disto. Eu tenho pra mim, uma estrela no céu. E esse é um segredo só meu. Apenas nosso. E posso encontrá-lo a qualquer momento. Qualquer instante. Em qualquer sopro da vida. E dai, poderei cuida-lo e amá-lo, pra sempre assim.