terça-feira, 19 de agosto de 2014

Sobrevivi ao amor. Vivi o que restou. Ninguém morreu. Nem o amor. 
Remei lagos congelantes. Pulei montanhas deslumbrantes. Quase voei as Malvinas. 
Tomei porres. Tomei surras. tomei banho de chuva. 
Roubei doces. Amores e dores. 
Roubaram a minha esperança. 
Quebrei a minha aliança.
Levaram meu amor.
Roubaram a flor mais bela.
Furtaram a minha quimera.
Só a dor restou.
levaram a minha vida, que com o tempo foi perdida. 
Do amor só o pó restou. 
Então tira da prateleira, aquela pasta empoeirada. 
Coloca a foto que antes amava, e tranca em tua lembrança. 
Que viver é como a mudança, de um corpo juvenil.