Buenos Aires, 06 de julho de 2013.
Por um já grande amor,
Por um já grande amor que escrevo. Escrevo pra ti, para que possas dizer como fazer em relação a tudo. Desculpe mestre, eu sei que não deveria me envolver de forma eterna, nessa que já é uma luta diária. Não consigo desvincular essas coisas, não sei colocar o fim no seu devido fim. Mestre, escrevo para que o senhor possa responder algumas indagações, não tão bem formuladas, mas ainda assim indagações. Como fazer para que o fim chegue? Na verdade, a pergunta seria, como fazer do fim um verdadeiro fim? Eu sei mestre, o senhor já falou diversas vezes sobre esse temido assunto, porém, ou por desatenção, ou por não querer, eu não sei me responder. Peço a sua ajuda com esse tema. Outra indagação que tenho é o por que da vida ter que seguir um ciclo cíclico de acontecimentos? Por que que um fato, de fato, têm que estar conectado a outro?
Mestre, eu sei que já gastei minha cota de erros e que mesmo não querendo um dia vou errar. Mas sei que não será um desses erros grandes, serão coisas pequenas, toalha molhada em cima da cama, tampa da privada levantada, essas coisas pequenas que no fundo temperam a relação. Mestre, como faço ou pra que o fim chegue de fato, ou pra que eu a mostre que de fato sou outro? Amo-a mestre, de fato a amo como jamais amarei outra deste vilarejo moderno. Também sei que nenhum outro amará como eu. Mestre, eu sei que ela me ama. Eu de fato sei que ela me ama, mas deve ter medo de tudo acontecer de novo. É que mesmo a gente falando que jamais acontecerá, uma vez sentindo a dor do ir, o devir grita dentro de nós.
Por agora estou longe, mestre. Mas voltarei. Voltarei e preciso resolver essa questão do fim. Por favor, me ensine de fato encontra-lo, aceita-lo e seguir. Quero seguir sozinho, mestre. Por agora não desejo ninguém, só desejo ir em direção do mar e sentir a frescura da liberdade de amar. Ajuda-me mestre.
Ass: Aprendiz
Paula do Vale
Por um já grande amor que escrevo. Escrevo pra ti, para que possas dizer como fazer em relação a tudo. Desculpe mestre, eu sei que não deveria me envolver de forma eterna, nessa que já é uma luta diária. Não consigo desvincular essas coisas, não sei colocar o fim no seu devido fim. Mestre, escrevo para que o senhor possa responder algumas indagações, não tão bem formuladas, mas ainda assim indagações. Como fazer para que o fim chegue? Na verdade, a pergunta seria, como fazer do fim um verdadeiro fim? Eu sei mestre, o senhor já falou diversas vezes sobre esse temido assunto, porém, ou por desatenção, ou por não querer, eu não sei me responder. Peço a sua ajuda com esse tema. Outra indagação que tenho é o por que da vida ter que seguir um ciclo cíclico de acontecimentos? Por que que um fato, de fato, têm que estar conectado a outro?
Mestre, eu sei que já gastei minha cota de erros e que mesmo não querendo um dia vou errar. Mas sei que não será um desses erros grandes, serão coisas pequenas, toalha molhada em cima da cama, tampa da privada levantada, essas coisas pequenas que no fundo temperam a relação. Mestre, como faço ou pra que o fim chegue de fato, ou pra que eu a mostre que de fato sou outro? Amo-a mestre, de fato a amo como jamais amarei outra deste vilarejo moderno. Também sei que nenhum outro amará como eu. Mestre, eu sei que ela me ama. Eu de fato sei que ela me ama, mas deve ter medo de tudo acontecer de novo. É que mesmo a gente falando que jamais acontecerá, uma vez sentindo a dor do ir, o devir grita dentro de nós.
Por agora estou longe, mestre. Mas voltarei. Voltarei e preciso resolver essa questão do fim. Por favor, me ensine de fato encontra-lo, aceita-lo e seguir. Quero seguir sozinho, mestre. Por agora não desejo ninguém, só desejo ir em direção do mar e sentir a frescura da liberdade de amar. Ajuda-me mestre.
Ass: Aprendiz
Paula do Vale