quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Quando o raso de mim é despertado pelo olhar profundo e sincero de uma criança, lembro do ventre seco e coração cheio de lembranças que nem chegaram a acontecer. Quando as escolhas são difíceis, é importante manter a calma. O foco. A fé. Tenho em mim duas cicatrizes. Tenho no alto, dois anjos. Tenho em mim, um amor que não cheguei a dar, mas o já sentir, é refletido em mais amor. Sentir, é sonhar mil vezes. Sentir, é chorar um choro calado em qualquer madrugada fria, por dois ventres cheios de vazio. Secos de vida. Cheios de amor. Tenho em mim, duas cicatrizes que tempo nenhum apaga. Que amor nenhum cura. Que vida nenhuma seca. Ao menos tenho um amor que me cuida todos os dias. Que me ama todas as noites. Que ama um amor saudável. Sem culpa, sem medo, sem rancor. Um amor que alivia esse vazio, que alimenta um algo bom indefinível. Tenho dentro de mim o maior amor do mundo. Tenho nela, a maior mulher amável de todo o mundo. Tenho em seu seio, a maior fortaleza que existe.