quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
As parábolas da vida me levam até você. Não que eu queira, mas até naquele bar da faculdade, me perguntam com uma voz de esperança. Perguntam de você. Esperança que ainda esteja com você. Coisa que nem penso mais, sabe?! Falar de você, é como desenterrar um tempo bom e que passou. Desenterrar passados. Sempre é ruim falar do que já foi. Tenho uma amiga que falar de passado é como lê horóscopos de meses anteriores, não da sorte. Mas eu penso comigo: como não da sorte se você já é minha sorte? Não sei, sabe? Eu na verdade queria que não me perguntassem você. Não por mim, é pela parábola da vida mesmo. O mudo gira, alguns falam. Alguns dizem que é eterno. Outros falam que nossas vidas estão ligadas pra sempre, e mesmo que a gente diga não, vem a vida dizendo sim. Sei lá, acredito nessas profecias de me bar: vocês serão isso sempre, você dela e ela de você. Acredito porque tenho esse ar romântico-que- acredita- em- finais- felizes. Sou dessas românicas que relê texto não enviado, carta mal escrita, presente não presenteado e anel com desenho único. Sou dessas que são construídas com o tempo e com tapa da vida. Daquelas românticas que apanham pea aprender, e quando aprender jamais quer errar novamente. Abri a porta, faço café, cafuné, amor olhando nos olhos e digo eu te amo entre um gemer e outro. Entenda, te amo. Te amo, mas, como toda romântica, entendo o valor e a precisão de amar quem realmente te faz bem. Não se preocupa, as parábolas da vida vem e finda. E quando fica, eu converso e digo: vai. Até o dia que ela vai entender que é preciso ir. Ir sem voltar. Ir e dar voltas por aí. Chega uma hora que tem que findar, porque se não, quem finda sou eu.