sábado, 8 de março de 2014

Anuncio aqui a morte do poeta. Morreu de falta de amor e esperança em demasia. Morreu porque acreditava demais. Morreu de espera. Anuncio a morte do poeta no dia das mulheres, para sempre ficar marcado na memória, pra ficar na história. Não levem flores para o poeta, façam versos, apenas. Declaro o fim disto aqui. O fim destas letras tortas, frases mal postas, rimas pobres. O poeta mata a si, para matar o de dentro.

Vos declaro a morte do bom poeta. De sua alma poeta. De sua carne poeta. Declaro a morte de mim mesma. Morre uma poeta e nasce um não sei o que. Morre o surgimento de frases mal postas, para o vazio das páginas. Estou falando que aposento o papel, caneta e vontade de dizer pro mundo como é meu amor. Um amor que alimenta e também desnutri. Mato sem pena, pra tentar me salvar, quem sabe.