sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Nostalgicamente saciada, alguns diriam. Nostalgicamente saciada. Ela se sentia assim, estando em um espaço comum, mas, com lembranças doces. Ela já se lembrava assim, de forma suave ela lembrava de coisas que a cercavam anteriormente de uma forma nostálgica mesmo. Dessa forma nostálgica de olhar pras ondas do mar e espaço comum e dizer: não! Ela não conseguia seguir com esse plano de sermos felizes a qualquer custo. Ela seguia feliz, mas, sem planos. E os poucos planos que ainda existia, eram readaptados e cancelados. Tipo aquele mergulho nas profundezas do oceano. Cancelado. Cancelado de ultima hora mesmo. De repente uma incrível dor de cabeça e uma fome que não poderia esperar.
- Vamos comer?
- Vamos!
- No shopping.
- Estamos perto, vamos.
- Não nesse.
- Em qual?
- Salvador
- Esse não!
- Tá fugindo?
-Só não quero lá!
Obviamente que ela me fez ir pra lá. Com uma mala nostálgica. Uma fome saciada e um suspiro de adeus mundo cruel. Obviamente que de uma forma muito superficial e metafórica. Ela me fez ir ou por enfrentar a realidade ou pra pirraçar de vez. Eu não sei exatamente o que queria. É estranho isso, mas foi preciso. Ela me convenceu que preciso me desprender desse elo invisível que ainda existe entre nós. Não do sentimento, apenas retirar minhas coisas que eram nossas, pra cancelar esse eterno sentimento que ainda vamos nos encontrar.

Sensações. Sentimentos. Estranhamento. Amor. É isso mesmo. Sentimentos de amor! Ai a gente vai pra frente assim, foi amor, é amor e pronto.