sexta-feira, 5 de julho de 2013

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E a menina esperava. Esperava como quem espera a volta de um filho que já morreu, uma espera eterna. Esperava com a certeza de um retorno inexistente. Um retorno fantasioso. Um retorno desses de filme, onde a mocinha perdoa o mocinho e tudo acaba bem. A menina não tinha pressa, ela sabia esperar. As vezes mais, as vezes menos. E de tanto mais ou menos, incertezas e talvez, sem menos esperar, a menina se foi. Pegou o trem que partia e partiu. O fim da história, é que nem a menina mais sabe pra onde foi, ninguém mais a viu pelo mundo e talvez essa história nem seja real, talvez.

Paula do Vale