Era uma vez uma menina mulher, e de tanto ser os dois, transformou-se brisa. Dessas leves. Dessas que sopram e aliviam e amedrontam, que derrubam e refrescam. Dessas que a gente quer sentir em um campo aberto e com céu estrelado, mas o tempo não deixa. Era uma vez uma menina que era o mar. Desse agitado e calmo, suave e tenso. Desses revoltosos e mansos. Era uma vez uma menina, que não sabia o que sentia, e de tanto não saber, disse não. Era uma menina que eu acho que só queria dizer sim, mas os outros eram não.