terça-feira, 9 de julho de 2013

Poesia Sem Título

Ela não tinha olhos de ressaca.
Não tinha rabo de sereia.
Não era amante da natureza.
Gostava das ondas e dos balanços do mar.
As vezes gostava de caminhar.
As vezes gostava de beber.
As vezes gostava de foder, mas,só as vezes!
Tinha um olhar obliquo, tinha uma expressão cansada, tinha um olhar de tristeza.
Tinha um jeito de sofrer calada.
A menina tinha um jeito simpático.
Tinha um jeito cativante.
Era como um poço de candura do século XXI.
Onde se tem mulheres de verdade.
Que pode-se tocar, beber, fumar, trepar de madrugada, cheira de 5 a 15 gramas de pó fácil fácil
Um baseado nem a espanta mais!
Ela é capaz de te envolver como uma sereia, mesmo não sendo.
Ela é capaz de te deixar sem ar.  Sufocar-te apenas com sua beleza.
Acho que ela tem este poder, por que sabemos que podemos toca-la e não apenas lê-la.

Paula do Vale