terça-feira, 9 de julho de 2013

Moço

Era um dia importante. Ela levantou primeiro, foi pro chuveiro limpar os restos da noite anterior. Ele, continuou deitado, esperando a sua vez. Ela fez um café ralo e disse: meu caro, hoje há de dar tudo certo. E deu. Ele acreditou nas doces e inocentes palavras, e no passar e com calma tudo resolveu-se. Ela, continuou ali, meio que como anjo, guiando esse dia especial. Com um olhar de paz, ela mostrava que ser é questão de querer, e ele quis. No passar do dia, ele que nem sabia o que sentia, descobriu que não era amor. Descobriu que era carinho escondido, que ele achava perdido, mas de tanto se perder encontrou. Não era amor, nem amar, era bem-querer. Bem-querer de um para o outro e de outro para um. Era carinho. E voltando o caminho, depois do dia de luta e paz, o rapaz olhou pra moça e disse: não te amo, mas, eu te quero. E foi assim, que depois de um dia sem fim, a noite virou dia, e sentimento poesia em linhas de versar. E no mar, que fica longe daqui, há de existir o verdadeiro amor, bem-querer e bem cuidar do moço. Moço que antes nervoso, mas agora, encontra-se em paz. O rapaz sabe que bem distante fica o seu norte, mas, quando pode vive o hoje. E do outro lado, um lado distante, existe uma linda moça que há de ama-lo. O moço espera, luta e ama, enquanto existe chama e pulsar. Mas aqui, bem longe da tal moça, o moço esbouça um sorriso singelo, lembrando do elo que longe ficou. E foi assim, com choro e vinho, surpresa e carinho, que o moço percebeu que amar é uma coisa, ter carinho é outra, e quando existe as duas é o céu. O moço é feliz, e descobriu que sempre quis ficar em terna paz. No mais, os dias se passam, o moço e a moça se abraçam, mas na lembrança dele só há uma mulher. 

Paula do Vale