E porque eu te amo, exclusivamente porque eu te amo, que eu tiro a minha roupa de dentro e fico completamente frágil. Porque eu te amo que me desprotejo de minhas muralhas internas pra dizer isso, que eu te amo. Que amor é também querer cuidado e cuidar. Amor requer calma e pressa, amor é a antogônia em forma de sentimento. E só porque eu te amo que eu me desfaço de medos antigos. Só porque eu te amo que eu sou capaz de dizer pra todos que me desejam, que só é possível apenas a carne, porque o de dentro já tem um lar. Só porque eu te amo, que eu digo e faço isso.
Também, só porque eu te amo, que eu sou capaz de gritar em todas as esquinas que o amor é uma droga viciante. E ainda mais porque te amo, que eu desejo te amar ainda mais. Porque eu te amo, eu substituo o amor por drogas convencionais. Porque eu te amo que eu supro o amor de outra forma, pra não deixar de amar, mas também , pra não precisar de mais amor. Porque eu te amo que eu fiz de mim um parque de diversão dos outros e dos outros uma casa fantasma para mim. E só porque eu te amo, que eu te espero contando os dias pra te abraçar.
Paula do Vale