sexta-feira, 18 de outubro de 2013

E ele pensou que era impossível olhar a lua e não lembrar dela automaticamente. Ele lembrava sempre dela com o luar. Dela e a forma que sempre dizia pra que ela olhasse pro céu e olhasse a curva da lua. A lua era muito ela, e ela era muito a lua. Ele lembrava dela com a lua, com o sol, com as flores, com o mar, com o ar. No fundo ele lembrava dela até com a sua própria respiração, mas com a lua fazia aflorar um sentimento que nem ele saberia explicar. Ele sempre mandava pássaros, borboletas e sempre lembrava e pensava nela olhando a lua. Ele via na lua o reflexo dela, o sorriso dela, o brilho dela e a energia cada vez mais forte que só vinha dela.

Ele olhava pra lua e pensava o quanto era bom dizer: a lua está incrível hoje, olha pra cima e olha ela. Ele só tinha vontade de puder ligar qualquer hora da noite pra falar da lua, qualquer hora do dia pra dizer que tava quente, que tava frio, que tá estressada, que sentiu enjoo, que tá sensível ou qualquer outra coisa boba. Ele só queria olhar pra lua e dizer: Es da vida a luz dela. Ele só queria dizer que tudo que tem um começo, tem meio e fim, mas no caso deles, o fim era o próprio meio do começo que fez os dois se encontrarem. Só queria dizer que os dois já eram o início, o meio e o fim. Só queria dizer que eles já eram a própria via Láctea, que era Vênus e Mercúrio juntos em uma só conexão. Que o universo mandava dizer pela própria lua cheia que os dois já eram o sim e não. O talvez. Já eram as estrelas do céu. O grão do chão. A brisa do mar. As ondas que batiam nas pedras. Ele só queria dizer pra ela que dela e da lua, ficava sempre a ideia que o amor circula no universo e sempre volta pro mesmo lugar. Que o universo sempre conspirará para os dois, mas os dois sempre conspiraram pro universo. Ele só queria falar: a lua só tem essa luz forte, porque existe você. Você que é o lindo sol do mundo. Que é o lindo sol da vida. Que é o meu lindo e eterno girassol.