sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ao acordar mentalize o sol, ao dormir mentalize a lua. Amar é deixar guardado um sentimento por anos e despertá-lo só com um olhar. Isso é amar. É o bater gelado do sangue das veias, é o leve avermelhamento da face, é desejar bem em silêncio, é querer perto mesmo quando era pra desejar longe. Amar é o desejar de um caminho diferente só pra encurtar a distância, é o desejar de um caminho diferente pra puder dizer mil vezes sim.

Sonhei com o meu terapeuta e ele mandou eu escrever o que tinha sido prometido tempos atrás. Mas não falou nada, apenas isso. Escreva sobre o que foi prometido no princípio, tempos atrás. Dai acordei assustada, porque me veio subitamente a lembrança uma conversa entre um beijo e outro, onde ela dizia que se por algum motivo a gente se separasse, teríamos um encontro mensal, só um. No Cristo, em cada dia 14 de cada mês, iriamos pra lá e ficaríamos apenas em silêncio vendo o mar e o céu, ao anoitecer cada um seguiria sua vida. Encontros a tarde ela dizia e eu dizia que isso nunca ia dar certo, porque nunca ninguém iria ficar fazendo isso, fora que quando você tiver trabalhando, nunca vai chegar a tempo de ainda ter sol, falava isso. Ela me disse que poderia ser que em todos os meses não, mas em dezembro pelo menos ela teria certeza que faria. Eu disse que sim, que tudo bem, que aceitava. Porém parece que hoje é não.

Estranho, mas, tento entender o porque do meu terapeuta aparecer pra falar isso nesse sonho. Não entendo. Talvez não seja pra entender. A única certeza é que ela faz falta em minha vida e dia a dia, e que mesmo que esteja me refazendo, sempre ficará um espaço dela em mim. Essa é a impressão que tenho. Que sempre ficará um buraco vazio no peito esperando o sujeito dono disso, esperando sem nunca chegar. Um dia melhor, um dia pior, é assim que a gente vive a vida, sentindo falta e não. Amando sempre e tentando esquecer também. As vezes fazemos coisas que nos martirizam pelo resto da vida, e isso será mais uma. Nem estou morta e também não estou viva. O que estou?