segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Mais uma dia viva. Ou quase viva. Ou morta viva. A Mente controla o corpo, e como lutar contra a mente que controla o corpo e ações? Estou em uma luta diária, querendo ficar bem. Tentando ficar bem e viva, porém, é mais difícil que se possa imaginar.Hoje o meu terceiro irmão, que não é por parte nem de pai nem de mãe, falou que estava próximo a minha chegada, que iriamos surfar. Na mais pura inocência, porque de fato ele é o mais puro, provavelmente ele não saiba de nada, mas ainda assim é preciso o afastamento. É triste saber que não tenho mais ninguém lá, que não posso contar com ninguém. Retorno para onde jamais deveria ter saído, pra minha casa, minha vida e meus amigos de fato, que me amam de fato, por mais maluca que eu pareça ser. Aprendi a amar aquela cidade, os costumes daquela cidade, as pessoas daquela cidade, mas, não faz sentido viver em um lugar onde não se tem mais nada. Universidade? Como cruzar diariamente com eles, e sentir que não é ninguém? Impossível. Recomeçar do zero. Dizem que eu sou forte, eu acredito, mesmo sem acreditar. O pior é que o pequeno gigante não tem culpa de nada, e ainda assim sofrerá também. Mas, somos descartáveis, uma hora ou outra existe o desligamento e o esquecimento. Jamais esquecerei eles, mas eles me esquecerão, porque somos mais descartáveis que um copo de café desses consultórios baratos. Sou isso, um copo descartável, que quando perde a sua funcionalidade por um furo no fundo, é jogado fora, esquecido a sua existência, porque existe vários outros copos sem furo no fundo. Sou um copo descartável com um furo no fundo.