Não me apaixono fácil, não me encanto fácil, não amo fácil, é um processo. É difícil me envolver com outras pessoas, ainda que tenha feito. O importante é saber que é possível acalmar o coração de alguma forma, é importante achar essa forma, e dai sim pensar em cura. Mas no fim não existe nada pra ser curado, porque não é doença. O próprio amor é a cura. Esquecer pode ser a pseudo definição, mas ainda assim não é a melhor. Porque não se esquece um amor, deixamos ele em um lugar escondido de nós mesmos, mas, pode passar anos e ele ainda estará lá.
É preciso de fato a tentativa do contato, a troca de olhar sem a busca do mesmo olhar, porque jamais existirá. É preciso querer o novo amor, o problema é o querer que nunca vem. Então só escrevo. Escrevo e escrevo e escrevo. Terei mais um grande encontro, que já sei o fim e o desenvolver do diálogo, mas, a vida é assim. Desenvolver clichês de diálogos, até você encontrar um que nem é tão clichê assim, ou pode até ser, mas o resto é tão perfeito que nada importa mais. Refazendo-me e tentando tapar esse buraco de dentro de mim.